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Comissão da crise debate impactos na economia regional mineira

Traçar um diagnóstico dos impactos da crise financeira
internacional no cenário regional mineiro é o objetivo da audiência pública que
a Comissão Extraordinária para o enfrentamento da crise econômico-financeira
internacional da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza nesta
terça-feira (16/9/09). Marcada para 15h30, no Auditório, a comissão realiza sua
sexta audiência, e ao final de seus trabalhos pretende apresentar sugestões de
superação ou minimização da crise. Foram convidados para a reunião os representantes
das secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico e de Planejamento e
Gestão, e de órgãos como BDMG e Codemig.

Criada em março de 2009 pela Mesa da Assembleia, a comissão
tem entre suas atribuições obter diagnósticos e propostas de ação junto às
diversas instituições públicas, com o objetivo de minimizar os efeitos da crise
internacional sobre a economia e a população de Minas. Ao mesmo tempo, a
comissão está analisando as propostas apresentadas no Ciclo de Debates Minas
Combate a Crise, realizado em abril deste ano. Algumas dessas sugestões poderão
se transformar em projetos de lei. O coordenador da Comissão Extraordinária é o
deputado Sebastião Helvécio (PDT).

Segundo o deputado André Quintão (PT), membro efetivo da comissão, a audiência
de terça-feira servirá para seja traçada uma análise regionalizada dos efeitos
da crise, a partir da vocação econômica de cada região mineira. “Por
exemplo, no Vale do Aço, onde estão parte das cidades do Quadrilátero
Ferrífero, o impacto foi maior, porque foi o setor de mineração o mais
atingido”, lembrou o parlamentar.

Para ele, a partir do diagnóstico da comissão, a Assembleia
poderá apresentar medidas mais propositivas. Ele salienta, contudo, que já se
tem delineado, pelas audiências anteriores, a necessidade de diversificação da
economia do Estado, “hoje baseada em comodities (café e minerais), sem
qualquer agregação de valor”.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico
confirma o maior impacto da crise nos setores de mineração, metalurgia e
siderurgia. De acordo a instituição, os guseiros de Sete Lagoas e Divinópolis
foram os primeiros a serem atingidos pela desaceleração econômica mundial.
Segundo a secretaria, alguns dados indicam a superação da crise, entre eles a
mudança no ranking nacional da produção de cana de açúcar. Minas Gerais é,
hoje, o segundo produtor, tendo superado o Estado do Paraná. Já o Instituto de
Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) confirma que nenhum protocolo
de investimento foi cancelado em função da crise econômica.

Convidados – Foram convidados para a audiência a secretária de Estado de
Planejamento e Gestão, Renata Vilhena; o secretário de Desenvolvimento
Econômico, Sérgio Barroso; o presidente do BDMG, Paulo Paiva; o
diretor-presidente da Codemig, Oswaldo Costa Filho; o presidente da Fundação
João Pinheiro, Afonso Henriques Ferreira; e o presidente do Centro de
Desenvolvimento e Planejamento Regional de Minas Gerais, Mauro Borges Lemos.

Fonte:
www.almg.gov.br

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